O Gato
O Gato
Lá fora, o gato canta uma canção que eu conheço de cor. Canta à lua, às fadas, ao universo, tenta subornar as forças superiores com os seus gemidos de amor.
Mas ninguem se padece do seu sofrimento.
Desiste, e acaba a vaguear pela rua procurando uma salvação que acabe na mesma perdição, crê que, enquanto se salva da antiga perdição, ganha tempo para se perder na próxima solidão.
E vagueia, vagueia…quantas gatas. E vagueia, vagueia, tanta solidão para viver. Mas não se importa, viver de solidão é viver de forma intensa. Viver sem solidão e sem saudade é uma contraprudencia, quase uma indecência.
Lá fora, o gato canta uma canção que eu conheço de cor. Canta à lua, às fadas, ao universo, tenta subornar as forças superiores com os seus gemidos de amor.
Mas ninguem se padece do seu sofrimento.
Desiste, e acaba a vaguear pela rua procurando uma salvação que acabe na mesma perdição, crê que, enquanto se salva da antiga perdição, ganha tempo para se perder na próxima solidão.
E vagueia, vagueia…quantas gatas. E vagueia, vagueia, tanta solidão para viver. Mas não se importa, viver de solidão é viver de forma intensa. Viver sem solidão e sem saudade é uma contraprudencia, quase uma indecência.

